terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Questões do renovar-se: um caminho para o Natal


Todo o final de ano, é a mesma história, a mesma ladainha: refletir sobre o ano que se passou, sobre as coisas e situações que vivemos. Alguns questionamentos podem ser nucleares nesse exame de consciência: Com que grau de honestidade eu olho para minhas fragilidades, meus erros? Com que grau de verdade eu me confronto? Tenho disposição para olhar os meus erros, sem apontar culpados,e projetar alguma mudança ? Quero mudar ? O que de efetivo tenho feito para melhorar ? A partir dessa análise sincera e verdadeira de si, o que identifico que preciso aperfeiçoar? Quais os métodos, caminhos que pretendo seguir para melhorar e ser melhor pessoa ? Fui hipócrita comigo? Fui hipócrita com as pessoas ?  Se você chegou a conclusão de que não é somente em um determinado espaço de tempo que você deve permitir esses questionamentos, mas durante toda sua caminhada, está no caminho certo! Caso contrário, és presa fácil da hipocrisia! Mas não se desespere! Essa somente poderá ser eliminada com o exercício da verdade, do conhecimento de si, que também passa pelo convívio com as pessoas que gostamos e que não gostamos tanto. Que Deus nos ajude nesse exercício que permeia a vida toda! Que Cristo Jesus nos dê a graça de não ter medo, receio de olhar para si mesmo e fazer o que for possível, o que estiver ao alcance para sermos melhores, não para nós, mas para os outros! Que possamos nos reconhecer e confrontar nesse Homem que dividiu a história antes e depois Dele, por ter marcado a tantos e continuar a marcar o homem de hoje com suas palavras, gestos e realizações! Que o Espírito Santo reduza as estradas do impossível no nosso ser a partir do nosso possível, da nossa dedicação cotidiana, por vezes solitária, por vezes silenciosa, todavia, não desacompanhada da presença de Deus! Se por muitas vezes, as trevas parecem abissais dentro de nós, mais forte é a luz que brilha, rasgando a escuridão e devolvendo-nos a vida, a paz!

Que as bênçãos próprias e especiais desse Natal atinja seu coração e de toda a sua família! 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Cenários do crime ambiental em Mariana - MG


O rompimento da barragem de Fundão danificou gravemente a barragem de Santarém e as cidades mais afetadas com a lama tóxica (possibilidade de existência de metais pesados como chumbo, arsênio, níquel) foram Mariana, Bento Rodrigues e Barra Longa. O objetivo aqui não é fazer um detalhamento exaustivo sobre as possíveis causas e efeitos desse acontecimento, mas é o de fornecer um panorama geral do fato.
Das causas temos que a barragem foi construída em local inadequado para sua real finalidade: a de retenção de rejeitos de mineração, que nada mais são do que minérios sem interesse econômico cindidos dos minérios úteis em uma usina de tratamento e as múltiplas imprudências da Samarco, que é controlada pela Vale e a anglo-australiana BHP Billiton. Há indícios de que bem antes de tal acontecimento, Rio Doce já vinha sendo afetado pelos rejeitos de mineração.
Dos efeitos imediatos temos 11 mortes humanas (até o momento), 700 km de margens afetadas, o que significa 1.400 km no total, pois há duas margens a serem recuperadas, o assoreamento dos vales, a degradação dos ecossistemas (Flora, Fauna) praticamente sem possibilidade de reversões, o comprometimento dos ecossistemas marinhos e dos recursos hídricos, a eliminação da camada orgânica, a camada de lama que impermeabiliza o solo, possíveis mudanças de acidez (pH) do solo podem impedir que determinadas nas áreas afetadas, aporte anormal de sedimentos e sua dispersão pelo litoral, eliminação de matas ciliares (nessa região foram catalogadas 408 espécies, 27 classificadas em gêneros entre arbóreos), alteração, dificuldade de recomposição da flora, a falta de alimento para os animais, desaparecimento de espécies típicas da região, morte de 2 toneladas de peixes, a perda de patrimônio, perda de fonte de renda, comprometimento da atividade econômica, desestruturação social. Dos efeitos a médio e longo prazo o impacto também ameaça maior região de banco de rodolitos e região dos mangues (divisa entre água doce e salgada). Uma das coisas a se fazer é a biorremediação (pouco conhecida e pouco utilizada), que consiste na descontaminação do solo por meio de processos pelo qual a vegetação absorve os elementos tóxicos e são retirados do ambiente para que se plante espécies mais próximas do possível da original. Todavia, é inegável que a dimensão e os impactos de tal acontecimento é o da devastação de uma bomba nuclear ambiental que será sentido por todos nós por muito tempo!                                

sábado, 21 de março de 2015

CD Raízes em Cristo: 1 ano de divulgação



Nesse mês de Março, no dia das mulheres, o CD “Raízes em Cristo” chega a 1 ano de lançamento e divulgação. Nessa nova etapa artística, vejo o quanto o povo necessita mais do que boas músicas, boas mensagens, de conteúdo, que dizem alguma coisa sobre a realidade em que vivem. Fico feliz os milhares de mensagens testemunhando o bem dessas canções. Em um tempo de grande psicose social e hiper egoísmo, falar sobre Deus, sobre valores que nos tornam
humanos autênticos, família, encontro humano ainda pode soar como careta, antiquado, mas não é não! Apostar no humano, ainda que suas contradições digam o contrário, continua atual e valendo a pena, e uma urgência dos nossos difíceis tempos.


Em um trabalho como esse, a mensagem é maior do que aquele que a entrega, pois tem endereço certo: seu coração! São muitos os agradecimentos, que se estendem aos produtores e músicos desse trabalho (Boy, Robson Isola), aos comunicadores, apresentadores, radialistas que somam dedicações no sentido da divulgação desse trabalho, bem como a todos os admiradores. Ainda há muito o que percorrer, a muitos que precisam de uma mensagem, de esperança, amor! Obrigado!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Uma visão filosófica sobre o filme "Cinquenta tons de cinza"

O filme cinquenta tons de cinza, muito comentado no momento, dentre muitas questões faz vir a tona o instigante universo das relações humanas, particularmente o quanto dessas relações se tornaram doentias e possessivas. Christian Grey, um empresário bem sucedido, conhece Anastácia Steele. Ele, de gênio dominador, possessivo, sempre exigiu de seus relacionamentos amorosos servidão incondicional. Ela, a maior parte do tempo posa de inocente, todavia, em determinados momentos, sua postura, perguntas e questionamentos fazem Grey muitas vezes calar e refletir. Na trama complexa desse relacionamento, há muitas cenas picantes, que podem chamar atenção em um primeiro momento, mas salta aos olhos como as relações humanas, de uma forma geral, tem sido uma “via de mão única”, uma maneira oportunista de como as pessoas entram na vida das outras visando simplesmente seu prazer. Fazem questão de esquecer que toda relação humana é dialógica, feita de direitos e deveres, fazer feliz e ser feliz. Em outros termos, o enredo do filme Cinqüenta Tons de Cinza enleva o caráter narcísico, hedonista, egoísta das relações humanas que em nosso tempo tem sido levado às últimas conseqüências. O outro não é visto como um fim em si mesmo, mas como um objeto descartável de prazer que uma vez utilizado e abusado, joga-se no lixo. O outro é visto como uma propriedade particular, que se entra e se sai quando quiser, como quiser e da forma que quiser. Que haja uma reflexão, conscientização, mudança de postura e mentalidade em nossas relações humanas, para o nosso próprio bem e saúde! 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sobre o livro "Como lidar com pessoas difíceis" de João Carlos Almeida

Lido o tempo todo com computadores, tecnologia e pessoas. A lógica computacional, a grosso modo, passa pelo binário 0-1. A lógica das relações humanas passa bem longe dessa binariedade. Ciências exatas e Ciências humanas. Há quem prefira lidar com os frios computadores, há quem prefira os humanos. O fato é que temos que lidar bem com ambos. Mas nem sempre é assim, principalmente quando o assunto são os humanos. Todos nós temos um “quê” de difícil. Conhecendo-se, descobrindo-se, permitindo-se, é possível chegar a uma autoridade interior. Habito o tempo todo comigo, devo ser meu melhor amigo. Essa labuta interior faz a diferença no trato com as pessoas, principalmente em termos de liderança. Recomendo fortemente essa leitura, para quem reconhece que a arte de ser humano é um viço que escapa entre as mãos.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mais um Natal ou uma transformação de vida ?

Entra ano e passa ano, e chega o Natal? Mais um? Para muitos sim, uma resposta realista. Passa batido o fato da solenidade da vinda do Messias ao mundo. É verdade que a instituição cristã se apossou de uma data secular para tanto. E faz isso de modo didático, pedagógico em sua liturgia. Que há muito tempo esse momento se transformou em um lazer consumista, estamos cansados de saber. Mas não vou me deter no aspecto teológico, mas sim em um aspecto humano que percebo nessa época. Muitos não se falam o ano inteiro, mas quando chega a época dessa solenidade, voltam a se falar, mas depois as vaidades e o egocentrismo voltam a ressoar mais alto. Fazem desse momento sublime um grande ato de hipocrisia, um desserviço à humanidade. Muitos não se falam o ano inteiro, mas encontram um motivo mais profundo e voltam a se falar a partir dessa solenidade. Festa da verdade, do desvelamento interior, manifestação do melhor que o ser humano pode ser para ele mesmo e para os outros. Ainda que o indivíduo tenha revelado o que há de pior durante o ano, sempre é tempo de rever seu procedimento, sua conduta, se há verdade, sinceridade em seu exame de consciência e vontade de mudança. Acreditar que posso ser melhor, apesar dos meus limites, fragilidade, apesar de mim mesmo. Mais do que isso: refletir que milhões de semelhantes não terão o que comer, o que vestir, o que celebrar, pois sua dignidade foi "roubada" por aqueles que somente pensam em si, quando deveriam se preocupar com o bem do povo.O que fazer? O que estiver ao alcance e ao alcance da boa vontade. Procurar ajudar alguma instituição séria pode ser um bom caminho. Bem longe de ser um papo de comunista, de um adepto à linha libertadora, é um papo puramente humano, o que deixamos de ser há muito tempo. Que Jesus nos inspire a encontrar o caminho de volta a nós mesmos, seres humanos, imagens vivas do amor divino. O melhor presente continua sendo ser uma melhor pessoa, ser melhor humano, não para si mesmo, mas para alguém, principalmente para todos do seu convívio, inclusive para aqueles que não te querem bem! Boa reciclagem humana e espiritual, seu melhor, sua potencialidade ainda está por vir! Feliz Natal! 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Como ser eficaz no menor esforço



Em um mundo globalizado, as mudanças de paradigmas têm sido cada vez mais constantes e rápidas. O que hoje pode ser considerado como supra-sumo moderno, amanhã se tornará obsoleto, arcaico. Aliado a essas realidades, o meio em que vivemos exige ainda mais produtividade e qualidade. E não tem conversa. É implacável. Ou o indivíduo se adapta a essa cultura ou acabará por ser descartado. Não está no mérito dessa abordagem discutir se é boa ou má essa cultura, mas um aprofundamento de suas causas e efeitos. Os termos que pressupõe a produtividade são precisão, pragmatismo. Procurar fazer certo da primeira vez, realizar um diagnóstico exato do problema bem como ter o caminho mais curto e assertivo para a resolução do problema. Buscar a racionalização das variáveis desse processo, o tempo e os meios de produção, para produzir sempre mais e com qualidade. Exemplificando: se a ti fosse dada a oportunidade de ganhar um milhão de reais atirando certeiramente em um alvo ? Com certeza se empenharia em cumprir tal tarefa, com precisão, mira, pontaria, eficácia. Assim poderia ser na vida. Temos todas as condições de fazer melhor, mas nem sempre optamos por isso. As razões são as mais variadas possíveis: preguiça, o famoso jeitinho brasileiro de burlar esforços necessários, sabotagens. É por isso que em alguns lugares há o fomento da meritocracia, ou seja, a premiação mediante às entregas previamente combinadas. O ser humano parece atuar mais quando há a certeza de uma polpuda recompensa em tarefas que necessitem maior precisão. Parece que essa idéia da meritocracia ganhou força para combater a crença da tentativa e erro. Está claro que nem sempre é possível acertar de primeira. Mais claro ainda que é possível fazer mais e melhor, alcançando melhores resultados. Podemos dimensionar o jeitinho brasileiro ao nosso favor, não no sentido de se esquivar do que é preciso fazer, mas de buscar a perspicácia de  caminhos que nos conduzam ao resultado esperado no menor esforço. Sempre há um jeito de fazer melhor aquilo que está feito. Sempre há um modo de buscar a excelência de um serviço minimizando tempo e os meios de produção em questão. Como se não bastasse tudo isso, faz a diferença quem gosta do que faz. Quem encontra prazer em seu ofício. Quem encontra em sua tarefa o elemento lúdico que tira o peso do trabalho. Não se tornará calculista, se seu horário de trabalho terminar. Não medirá intensidade para resolver o problema que foi confiado pelos seus superiores. Quem encontra o equilíbrio entre prazer e responsabilidade, é feliz. Aristóteles já dizia: “O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra!” O poeta estava tão certo disso ao afirmar: “No mínimo que fazes, põe tudo o que és!”