quinta-feira, 23 de abril de 2020

Análise do texto At 4, 32-37



O texto, que é um segundo retrato da primeva comunidade cristã, principia narrando que a multidão era um só coração e uma só alma. O espírito de união, de fraternidade, de irmandade, de comunhão era transbordante. Nada era de ninguém e tudo era comum a todos. Não haviam maiores e nem menores. Não haviam vencedores e nem vencidos. A autoridade dos apóstolos era a chamada para o serviço, para a partilha fraterna. A comum união nivelava a todos por cima, no espirito da simplicidade e gratuidade. O testemunho dos apóstolos era fascinante e igualmente poderoso, pois o mote desse testemunho era o anúncio de Jesus vivo e ressuscitado, de que o Reino de Deus era realidade e estava entre os homens. O testemunho dos apóstolos era convincente e atraia a muitos e muitos aceitavam e aderiam ao anúncio. Na comunidade, não havia alguém que passasse dificuldade. Tudo era dividido, tudo partilhado. Os que possuíam bens, vendiam. Traziam os valores aos apóstolos, que repartiam aos necessitados. Todos estavam no mesmo patamar de igualdade. O exemplo passa por Barnabé, que era dono de um campo, vende e traz aos apóstolos que distribui aos mais necessitados.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Análise do texto de Jo 21, 1-14



Tal trecho é precedido por dois relatos significativos. O primeiro relato encontra-se no mesmo evangelho, capítulo 20, versículos 24 a 28, cuja narrativa central é o encontro de Tomé com Jesus. Os discípulos testemunham que viram o Senhor, mas Tomé resiste em acreditar. Passado 8 dias, Jesus manifesta-se, saúda a todos com a paz, dirige-se a Tomé, e diz para que ele o toque. Tomé vê, toca e crê. Acredita da transcendência de Jesus. Tomé foi materialista e racional até demais, mas quem de nós também não seria? Mas, cabe o aviso do Mestre que felizes são os que não viram, mas creram.  O segundo relato localiza-se no mesmo evangelho, capítulo 20, versículos 30 a 31, cujo núcleo são os diversos sinais realizados por Jesus que não foram descrito nas escrituras. O evangelista garante que todas as intervenções e fatos relatados seriam o suficiente para o despertar da fé e a vida no nome de Jesus. Logo após, vem o texto em questão, que trata da manifestação de Jesus ressuscitado aos discípulos no Mar de Tiberíades. Jesus já tinha se manifestado outras vezes para diversas pessoas. Estavam por ali Simão Pedro, Tomé Dídimo, Natanael, filhos de Zebedeu e outros dois de seus discípulos. Em um determinado momento, Pedro resolveu pescar, bateu a saudade da antiga profissão de pescador, fazendo os outros irem com ele. A liderança de Pedro era algo natural, não imposta ou fruto de técnicas retóricas, pois era simples com requintes de rudeza. Passaram toda a noite não tiveram êxito na jornada, para a decepção de Pedro, que era um pescador nato, profissional. Logo de manhã, Jesus aparece, estava em terra firme, mas ninguém reparou que era ele. O mesmo pergunta se tinham algum peixe. Mas os discípulos comentam do fracasso da tentativa da pescaria noturna. Jesus pede para que a pescaria continue, mas que se mude o lado, jogando a rede à direita. Talvez em um primeiro momento, desconfiassem daquele estranho pedido, já que tinham em Pedro, um experimentado homem de ofício. Mas atenderam o pedido. Jogaram as redes. E qual não foi a surpresa, que pegaram uma grande quantidade de peixes, nem conseguiam puxar as redes direito. Temos aí uma alusão as narrativas do Lucas, 5 4-10, da pesca milagrosa, de João 2, 6, das Bodas de Caná, como também em João 6, 11. Nesse ínterim da narrativa, João disse a Pedro que era o Senhor. O segundo estava totalmente desnudo, vestiu prontamente a túnica e lançou-se ao mar. E vieram com ele os outros. Jesus solicitou que trouxessem alguns peixes. E Pedro puxou a rede. O primeiro aspecto é que eram peixes grandes. O segundo aspecto que a quantidade era 153. Algumas análises sobre esse número. Número triangular que significa a soma de 1 a 17.17 é a soma de 10 (mandamentos / multidão) + 7 (Deus / perfeição / totalidade). São Jerônimo, o primeiro tradutor das Sagradas Escrituras afirma que 153 eram as espécies de peixes conhecidas naquele tempo, representando também todos os homens de todos os tempos e lugares. O terceiro aspecto, não menos importante, é o fato da rede não ter rompido, não obstante a grande quantidade de peixes grandes que haviam na rede. Significa a união dos homens em torno de Cristo Jesus, ainda que na história, não faltem as divisões. Jesus chama a todos, vinde e comam! Ninguém tinha a coragem de perguntar se era Ele. Já não haviam dúvidas. Estavam diante do indubitável, do fato vivo. Já tinham reconhecido. Jesus toma o pão e o peixe e os distribuem a eles. Esse trecho também faz alusão à Lucas 24, 41-43, da refeição pós-pascal. Apresentam-se algumas diferenças. No segundo, há a presença do vinho, que na escritura, significa a vida. No primeiro, não aparece o vinho, mas o peixe, uma porque estão no contexto de mar, outra porque peixe representam os seguidores de Jesus. Nas perseguições, quando os cristãos queriam comunicar que estavam por ali, desenhavam a figura de peixe. O próprio Senhor já havia proferido que o senhor não era mais do que os serventes. Os últimos passariam por ocasiões parecidas em relação ao seu Mestre. Esse relato trata da terceira manifestação de Jesus aos seus discípulos, conforme João.  

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Análise do texto de Lc 24, 13-35



O texto trata sobre o relato de dois discípulos que partiam para Emaús, um povoado um pouco longe de Jerusalém. Enquanto caminhavam, conversavam sobre os últimos acontecimentos, a trajetória de Jesus e sua paixão. De repente, Jesus aparece, aproxima-se e caminha com eles. Em um primeiro momento, não notaram a sua aproximação e mais ainda: que alguém caminhava com eles. Estavam com os olhos vendados, não enxergaram a presença de Jesus. Estavam entretidos na narrativa dos últimos acontecimentos da vida de Jesus. Jesus toma a iniciativa da palavra e pergunta sobre o assunto que eles tratavam, tendo percebido suas fisionomias sombrias e tristes. Cleófas responde se ele seria um estrangeiro que desconheceria a sucessão de fatos ocorridos naqueles dias. Jesus paga para ver e diz que não sabia. O viajante narra que tinha existido um profeta poderoso em palavras e em obras diante de Deus e dos homens, que era Jesus. Este foi entregue aos sumos sacerdotes para ser crucificado e morto. O povo tinha uma expectativa de que Ele fosse um messias político, um salvador da pátria que os livrassem das garras das autoridades romanas e judaicas. Passaram três dias e nada da ressurreição anunciada por ele. As mulheres que foram ao túmulo não encontraram seu corpo. Os homens verificaram o lugar e também não constataram seu corpo e nem viram Ele, certificando o relato feminino. Jesus os critica severamente, chamando-os de Insensatos e lentos de coração. Que era nuclear essa passagem, os sofrimentos, indiferenças, escárnios, zombarias, ultrajes, traições para chegar a glória de seu Pai. Jesus ressignifica a escritura desde Moisés, os profetas, nos pontos que convergiam para Ele. O Vétero Testamento tomado de forma literal, isolada, gera as maiores deformidades e equívocos. Ele ganha um novo sentido a partir do Novo Testamento, a partir da trajetória e vida de Jesus. Ele é a chave hermenêutica de leitura. Jesus fez que ia passar adiante e deixar eles no caminho, mas eles o interpela: Permanece conosco, é tarde e a noite já vem. A narrativa atesta que Jesus ficou com eles. Atendeu o pedido. Deus tomou a primeira iniciativa de ir ao encontro do homem. É tarefa dos homens irem ao encontro de Deus, ainda que sejam incompletos e insuficientes. O amor não se bastou a si mesmo. O amor quis ir ao encontro do amado. O amado, completo, refeito por esse amor, permanece nesse amor. Jesus abençoa o pão, reparte e distribui. Ao proceder isso, Jesus desaparece diante deles. A ficha dos viajantes cai, reconhecem Àquele que tanto sinais fez. Até o coração deles se tornava brasa nos relatos, na memória que fazia. Eis que levantaram e rumaram à Jerusalém para contar aos seus companheiros que a ressurreição de Jesus é fato. Eles tiveram o contato com esse vivo acontecimento, era prova inconteste, indubitável. Jesus que tinha se manifestado à Simão. Creram também em seu testemunho. Muitos não creram no testemunho daqueles que tiveram contato com esse vivo fato. O texto nos deixa dois elementos importantes: é fundamental ser testemunha desse fato e igualmente importante dar credito ao testemunho de muitos que tiveram acesso a esse fato. Ser testemunha para testemunhar. Quem não foi testemunha, não pode nada testemunhar. Quem diz ser testemunha de apenas relatos, de um “ouvir dizer”, pode até perseverar por certo tempo, mas se cansará e jogará “tudo pro alto”. Não teria o profundo significado para prosseguir para além dos sabores e dissabores da existência.

sábado, 4 de abril de 2020

Análise do texto de Jo 10, 31-42



Os textos anteriores a esse, como em Jo 10, 1-10, trata sobre Jesus como a porta das ovelhas, onde o mesmo coloca-se como a porta, passagem onde se encontra a salvação e pastagens para descansar. Também trata da vinda de Jesus como Àquele que fornece a vida gratuitamente em larga escala, em abundância.  No texto seguinte, seguindo a temática do pastoreio, Jesus se apresenta como o bom pastor, que conduz as ovelhas ao caminho da vida.  No texto que se sucede ao de Jo 10, em Jo 11, 1-45, relata a Ressurreição de Lázaro, um extraordinário feito de Jesus, após o corpo de Lázaro ter sido sepultado há 4 dias. O texto de Jo 10, 31-42 está no estrado do testemunho das obras e se conecta com as leituras citadas a partir da perspectiva da promoção e apologia à vida. Todos os feitos de Jesus estão diretamente comprometidos com a vida das pessoas, principalmente àquelas que estavam à margem da sociedade e da religião judaica. Era uma questão de honra trazê-las à vida normal, a sadia convivência através de suas intervenções que ao mesmo tempo que recuperava a dignidade perdida, também manifestava um novo tempo, que o Reino de Deus já estava presente entre elas. Em todas as narrativas dos Evangelhos, notamos uma profunda conexão entre o discurso e a práxis de Jesus, intrinsecamente ligados e coerentes. Vivemos em tempos pós-modernos onde a palavra há muito tempo deixou de ter valor e significado. Há um gigantesco desgaste da palavra. Outrora, não era assim. Um acordo era tecido a partir do consentimento e da palavra dada e todos respeitavam, todos cumpriam. Em determinado momento da história, alguém decidiu não sustentar a palavra dada. Alguém foi prejudicado e alguém foi beneficiado. Entraram em cena instâncias jurídicas, a criação do cartório para dar uma resposta a esse acontecimento. O fato é que a hipocrisia sempre esteve presente na história. E esta assume dimensões avassaladoras, assustadoras em nosso tempo, especialmente em nossa sociedade brasileira, pautada na lei de Gerson, de extrair o máximo de vantagem em tudo o que puder, e o famigerado jeitinho brasileiro, o jeito de burlar normas, procedimentos e leis. Combinação explosiva que explica com muita precisão o perfil de nossa sociedade atual. E como não podia ser diferente, Jesus foi um obstinado crítico da hipocrisia de seu tempo, notadamente em relação as autoridades religiosas estabelecidas. Após essas considerações, vamos ao texto. No versículo 31, os judeus já estavam na espreita de Jesus para apedrejá-lo. No próximo versículo, Jesus os questiona em que outras eles querem o apedrejá-lo. No Evangelho de João, narra-se a cura do filho do oficial, do paralítico na piscina, a multiplicação dos pães, o caminhar sobre o mar, o episódio da mulher adúltera, onde Jesus desarma as pedras judaicas a começar pelos anciãos e depois os mais novos e a cura do cego de nascença. Mas os judeus respondem que as obras não estavam em pauta, mas sim sua atribuição como filho de Deus, se fazendo Deus. Jesus responde que na lei judaica há referência de que “sois deuses”. Se consideram deus aquele na qual a palavra é transmitida e que a anuncia, ainda mais para Àquele que foi enviado e consagrado pelo Pai. Notamos um questionamento, uma constatação e um primeira tentativa de aproximação. A próxima argumentação de Jesus vai girar em torno da relação entre fé e obras. Se Ele não faz as obras, não seria necessário crer Nele, mas se Ele faz, a crença Nele se faz necessária, pois as obras que realiza e as palavras que profere indica que sua permanência em Deus o leva a guardar a sua palavra e vice-versa. Temos aí um segundo movimento de aproximação, uma tentativa de identifica um ponto de contato para o diálogo. Mas os judeus não estavam para o diálogo e tentaram prender Jesus, mas não conseguiram, pois Ele passou para o outro lado do Jordão onde João batizava. Aí Ele encontrou os discípulos de João, onde estes diziam que o que tinha sido dito de João sobre Jesus era coerente e tinha fundamento, mesmo que João não tivesse feito nenhum milagre. Ora, a missão de João Batista era anunciar Àquele que era maior do que ele, que não era digno de desatar o nó de suas sandálias, nas suas palavras.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Um ano no atemporal







O brilho do teu olhar dissolveu-se entre as estrelas.
O calor do teu abraço encontra-se no sol nascente que rompe a madrugada.
O teu carinho transmudou-se na brisa de chuva ao entardecer.
Honrado por ter feito parte do teu processo humano de viver.
Alegrias e tristezas. Lutas e vitórias.
Tudo fez, faz e fará parte do tecido da vida.
Teu coração aberto nunca foi utopia, sempre um sólido caminho rumo a humanização.
Me faz pensar e aprender que a humanidade tem jeito, pois tiveste jeito com os humanos de seu tempo.
Não há como não pensar em você. A cada segundo, a cada minuto.
Ensinou a viver contigo, só não ensinou a te esquecer.
O tempo que me restar nessa terra sei que estarás comigo, na mente e no coração.
Quisera ter te dado o último beijo e abraço.
Mas cada beijo, abraço e carinho foram únicos, primeiros e derradeiros, tais quais em todos os momentos em que estivemos juntos.
Se o teu olhar e sorriso eram a porta de entrada de sua presença na vida das pessoas,
hoje, minha solidão não é solitária, é imersa e povoada das mais vivas lembranças,
na gratidão pela existência de um ser desse quilate.
Laço que se quebra não impede um amor que continua!
Nossas vidas prosseguem, tais quais dois rios que correm em paralelo e desaguarão, ao final, no coração de Deus.
Voa, ternura rara, voa que o teu lugar é o infinito!
O inesquecível ocorre no tempo e repousa no atemporal!
Cássia, 1 ano de atemporalidade, com nossas saudades.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Seguirei, seguirás


Cada vez mais, os dias que vivemos juntos se afastam no tempo.
Os detalhes da vida a dois, sua presença no café da tarde, os relatos dos acontecimentos do dia, da vida tecida nos menores passos à plena caminhada.
Cada dia, aprenderei a viver sem você.
A dor e a saudade misturadas com a gratidão são o preço da vida partilhada e compartilhada sem indiferença, apenas na entrega.
São frias constatações de um alguém que convive com sua ausência por aqui.
As datas 06/12 e 15/12 passarão por aqui e não mais a encontrarão.
Encontrar-se-ão as marcas dos nossos passos no tempo.
Saber-se-á que alguém partiu.
A Plena Rosa colhida ao final de Fevereiro, no primeiro dia da semana à tarde.
Saber-se-á que alguém continuou a caminhar, cambaleando pelo caminho. O chão ainda continua escorregadio.
Obrigado por ter proporcionado um  autoconhecimento ao te conhecer e conviver contigo. Já valeu a pena ter vivido! Seu olhar, seu abraço e coração são aprendizados inesgotáveis que levarei comigo até o fim. 

Seguirei, seguirás!

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Carta de um alguém que está no tempo ao seu amor que está no metatempo









20 de Agosto de 2019. Iríamos completar 3 anos de união conjugal. O tempo pode finalizar uma história, mas nunca finalizará as vivências e as memórias. O casamento chegou ao fim com a sua partida, pois ele é próprio desse espaço-tempo, amor que se tornou sacramento, porém esse amor perpassou esse sinal. Fomos uma só carne e continuamos a ser no mesmo sentimento e verdade. Só que ama chega à essa unidade! Do primeiro olhar ao último olhar. Quantas histórias pra contar no intervalo entre o suspiro do encontro ao suspiro da entrega! Feliz daquele que tem histórias para contar, pois não é o dono da história, não apenas passou pela vida, mas a viveu. Tínhamos a plena consciência de que eu não era sua propriedade particular e nem ela a minha propriedade particular. Único exemplar nesse mundo! Rara humana que detinha a arte de relacionar-se, arte essa que não aprendeu de artigos científicos mas a partir dos encontros que a vida lhe proporcionou. Não mais se ouvirá sua chegada de sua jornada de trabalho, ao abrir a porta por volta das 16:20. Não mais se comprará a chipa de queijo, a esfiha de calabresa que tanto apreciava e retribuiria com seu singelo sorriso. Aliás, não precisava de agrado material para sorrir! Não mais se poderá escutar suas impagáveis risadas que alegrava a quem estava triste. Não mais se sentirá seu abraço confortador que refazia os cacos de vida, mesmo que ela não percebesse isso. Olhares que diziam sem mesmo falarem. Silêncios traduzidos em vida nos recônditos da humanidade. Recortes do tempo. Retalhos de vida. Nas suturas dos acontecimentos, fatos corriqueiros, ordinários se transmudam em extraordinários quando não nos detemos no tempo cronológico. Acontecimentos forjados no tempo. Atos que repercutem e ser que não se esquece! Enquanto seu ser vibrou nessa vida, seus atos foram um eco de seu ser! Seus feitos não valem mais do que seu precioso ser! É por isso que as lembranças possuem um toque divino de reconstituição mesmo "sem" a presença de quem se ama. As lágrimas continuarão a cair, as lembranças fervilharão na mente e os passos, ainda que hesitantes, farão a caminhada, um passo de cada vez, sem apressar o passo. Os poetas mineiros já diziam na famigerada “Canção da América”: “Mesmo que o tempo e a distância digam não!” Impossível é esquecer a suave fragrância da sua vida exalada por onde passaste! Eis a data a qual tanto sonhastes e tu contemplas à Quem te chamou à vida, que te chamou ao caminho que sonhastes e que não te convidou ao convívio eterno sem antes teres percorrido o caminho que vislumbraste! Já não O conheces por espelho em enigmas, mas tal como Ele É. (cf. I Cor 13, 12). A história continua sendo a tenda de quem sabe que o caminho se faz e se fará caminhando! Sigo e seguirei até o fim no caminho onde a vida proporcionou o nosso encontro. Nessas parcas palavras, um amálgama de saudade e presença, solidão e comunhão, também vai o não verbalizado, o que não sei dizer, que se une ao seu ser que se expressou ainda mais que seus atos ... Eternamente na sua ternura, amor!