terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Pandemia 2020: Aprenderemos?








Quantas perdas nesse ano. Gente famosa, pessoas anônimas. Pelo vírus corrente ou por outros fatores. Famosos ou anônimos, abastados ou vulneráveis, todos possuem a mesma dignidade, o mesmo valor, o mesmo fim em si.

Não são números! Não são contabilizações! São vidas humanas! Quantas familias envolvidas que choram as perdas de seus entes queridos. Quantas histórias que viraram recordações na mente de quem o coração falta um pedaço. 

Os humanos assimilarão o aprendizado? Os homens contemporâneos se tornarão melhores no ocaso pandêmico? Cada qual responda por si. Sou um realista otimista. Projeto sem inocência e sem ilusões, conhecendo a humana natureza. 

Inumeráveis (Bráulio Bessa)

Andre Cavalcante era professor 

amigo de todos e pai do Pedrinho. 

O Bruno Campelo seguiu seu caminho 

Tornou-se enfermeiro por puro amor. 

Já Carlos Antônio, era cobrador 

Estava ansioso pra se aposentar. 

A Diva Thereza amava tocar 

Seu belo piano de forma eloquente 

Se números frios não tocam a gente 

Espero que nomes consigam tocar. 


Elaine Cristina, grande paratleta 

fez três faculdades e ganhou medalhas 

Felipe Pedrosa vencia as batalhas 

Dirigindo Uber em busca da meta. 

Gastão Dias Junior, pessoa discreta 

na pediatria escolheu se doar 

Horácia Coutinho e seu dom de cuidar 

De cada amigo e de cada parente. 

Se números frios não tocam a gente 

Espero que nomes consigam tocar. 



Iramar Carneiro, heroi da estrada 

foi caminhoneiro, ajudou o Brasil. 

Joana Maria, bisavó gentil. 

E Katia Cilene uma mãe dedicada. 

Lenita Maria, era muito animada 

baiana de escola de samba a sambar 

Margarida Veras amava ensinar 

era professora bondosa e presente. 

Se números frios não tocam a gente 

Espero que nomes consigam tocar. 


Norberto Eugênio era jogador 

piloto, artista, multifuncional. 

Olinda Menezes amava o natal. 

Pasqual Stefano dentista, pintor 

Curtia cinema, mais um sonhador 

Que na pandemia parou de sonhar. 

A vó da Camily não vai lhe abraçar 

com Quitéria Melo não foi diferente. 

Se números frios não tocam a gente 

Espero que nomes consigam tocar.   


Raimundo dos Santos, um homem guerreiro 

O senhor dos rios, dos peixes também 

Salvador José, baiano do bem 

Bebia cerveja e era roqueiro. 

Terezinha Maia sorria ligeiro 

cuidava das plantas, cuidava do lar 

Vanessa dos Santos era luz solar 

mulher colorida e irreverente. 

Se números frios não tocam a gente 

Espero que nomes consigam tocar.   


Wilma Bassetti vó especial 

pra netos e filhos fazia banquete. 

Yvonne Martins fazia um sorvete 

Das mangas tiradas do pé no quintal 

Zulmira de Sousa, esposa leal 

falava com Deus, vivia a rezar. 

O X da questão talvez seja amar 

por isso não seja tão indiferente 

Se números frios não tocam a gente 

Espero que nomes consigam tocar. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário