sábado, 25 de abril de 2020

Análise do texto At 2, 42-47



O texto mostra o primeiro retrato da comunidade cristã primitiva. A assiduidade era a marca registrada daquela comunidade. Mais do que se antecipar aos compromissos, eram disponíveis. Disponíveis em aprender com os apóstolos. Tinham sede de saber mais. Não queriam ficar na teoria daquilo que foi absorvido no ensinamento, então, viviam na comunhão fraterna, entendida na comum união de tudo o que tinham e de tudo o que eram. Não se tratava de mero assistencialismo ou a um vago sentimento de solidariedade. A vida era partilhada, nunca subtraída, mas acrescida naquela comunidade. A comunhão fraterna era encarnada através do espírito de união dos corações e a gratuidade. O pão era repartido aos que tinham a fome do corpo. Jesus era o pão vivo que saciava a fome da alma. A alegria da partilha se fazia notar e era executada da forma mais simples possível, sem nenhuma ostentação.Se abasteciam comunitariamente no Templo e partiam em missão pelas casas. Se devotavam à oração comunitária, como um momento especial de profunda intimidade com Deus. Todas essas iniciativas sedimentavam a fé, a reverência para com Deus. Os frutos cada vez mais eram abundantes, nos sinais e prodígios realizados através dos apóstolos. Era característica comum daqueles que aderiam à fé colocar tudo em comum. As posses eram vendidas e os valores divididos para as reais necessidades da comunidade. Cresciam não apenas quantitativamente, mas qualitativamente!

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